Terça-Feira, 11 de dezembro de 2018 Nossa história      

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VILA NOVA | Ciclo de Palestras reflete sobre o Legado Africano no Piauí

O evento marca o Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado na data de 20 de novembro, destacando também o mês de novembro que é caracterizado como Mês da Consciência Negra devido à morte do líder quilombola Zumbi do Palmares.

A prefeitura de Vila Nova do Piauí através da gestão do prefeito Edilson Brito em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, promove entre os dias 26 e 30 de novembro, o 3º Ciclo de Palestras. 
 
Com o tema “História, Cultura Negra e Identidade: um olhar sobre o legado africano no Piauí”, o evento marca o Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado na data de 20 de novembro, destacando também o mês de novembro que é caracterizado como Mês da Consciência Negra devido a morte do líder quilombola Zumbi dos Palmares.
 
 
 
Na abertura do evento, a professora Marli Veloso, destacou que o mês de novembro é um período de grande simbologia na luta por justiça e liberdade, combate ao racismo e à discriminação. 
“Temos uma grande preocupação em fortalecer no país inteiro, a rede de combate ao racismo e de cuidado pra esse olhar sobre a nossa história, nossa origem e nossa cultura” destacou Marli que recitou os versos de Carlos Assunção: “Riram dos nossos valores/ apagaram os nossos sonhos/ pisaram à nossa dignidade/ sufocaram a nossa voz/ e nos transformaram em uma ilha/ cercada de mentiras por todos os lados.” 
 
O Ciclo de Palestras foi planejado pela Biblioteca Patativa do Assaré, pelo Ponto de Cultura Cidade Poesia e pela Unidade Escolar Luiz Ubiraci de Carvalho. 
 
 
 
A professora de História e pesquisadora do legado africano, Maria Cândida, uma das organizadoras do evento, falou sobre os vários períodos que marcaram a história brasileira, desde a época da colonização, bem como as fases da república e a abolição da escravatura. A historiadora citou acerca das desigualdades sociais enraizadas desde a chegada dos portugueses no Brasil até os dias atuais e destacou também a existência e deficiência do processo de implementação da Lei nº 10.639/2003 que determina a inserção do estudo da História e da Cultura Afrodescendente nas escolas.
“Precisamos avançar muito mais do que exige a lei. Mesmo com a existência da lei, existem escolas que deixam a desejar. Precisamos lembrar das pessoas que fizeram história e referência, aos quais, lutaram e deram a vida pela liberdade” destacou Maria Cândida.
 
Durante a realização do primeiro dia do 3º Ciclo de Palestras, vários palestrantes e importantes nomes da literatura e da cultura marcaram presença. O professor Rafael Santos falou sobre Representatividade Negra e provocou reflexões sobre Racismo, Cotas, Assassinato de Pessoas Negras, Feminicídio e sobre o Mito da Democracia Racial. 
 
 
 
Em seguida, a acadêmica curso Letras da UESPI, Sabrina Torres discorreu sobre as temáticas apresentadas pelo Rafael estabelecendo um diálogo com o livro Úrsula, de Maria Firmina dos Reis, o primeiro romance abolicionista da Literatura Brasileira, publicado em 1859.
Logo após, foi exibido o curta-metragem O Sonho de Filismino, adaptado do conto homônimo do escritor Vilebaldo Rocha e dirigido por Flávio Guedes.  
 
 
Ator e Cineasta com diversas produções cinematográficas como Eita Píula e O Pescador e o Rio que foram exibidos nos Cinemas .
 
Os participantes puderam debater questões concernentes à literatura e ao cinema com os autores. E a temática do conto e do curta-metragem estabeleceu pontos de confluência com o tema do Ciclo de Palestras.
 
 
 
 
A diretora da U.E.Luiz Ubiraci de Carvalho, professora Ignez Silva destacou: “Discutir a história e a cultura africana e afro-brasileira é uma responsabilidade da nossa escola, implementamos a lei e estabelecemos parcerias com a Biblioteca Patativa do Assaré para ampliarmos a nossa ação e proporcionarmos mais oportunidades de aprendizagem para cada estudante.” 
 
  
 
A  diretora da Unidade Escolar Zacarias Manoel da Silva, Luzia Eremita, enfatizou que: “O nosso trabalho com a história e a cultura africana e afro-brasileira é permanente, estamos comprometidos com o processo de fortalecimento das identidades e com o conhecimento das nossas origens.”
  
Fizeram  apresentações culturais no evento: o grupo de dança AJA (Adolescentes e Jovens em Ação), com coreografia do professor Edilberto Lima, o grupo de hip-hop New Class sob responsabilidade do professor Thallys e o grupo de capoeira Ginga Nova com o seu professor David Dourado.
 
O 3º Ciclo de Palestras prossegue com a programação até a próxima sexta-feira, 30 de novembro.